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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

"A mulher na roda, aqui também tem dendê"


"Mulher na roda

Não é pra enfeitar

Mulher na roda
É pra ensinar"

Com os versos da cantiga mulher na roda cantada por Carolina Soares, começamos nosso terceiro episódio da série: "A mulher na roda, aqui também tem dendê".A mulher vem conquistando muitos espaços em diferentes áreas na sociedade e não podia ser diferente na capoeira, muitas mulheres hoje são formadas, professoras, contramestra e mestra de capoeira, algumas inclusive são as responsáveis pelo seu grupo e treinam tanto quanto os homens para mostrar o seu valor nessa arte afro brasileira: a  capoeira.Muito se fala, a capoeira é de quem treina  e a mulher vem mostrando isso claramente a cada dia, conquistando mais e  mais espaços na capoeira.Juliana Dahmer é graduada corda laranja e roxa 12º estágio do grupo de Capoeira Raízes, prática a capoeira a 13 anos e sonha em um dia ministrar  aulas.


 NP- Qual seu nome, quando, com quem e porque você começou a treinar capoeira?

Meu nome é Juliana Dahmer, comecei a treinar capoeira com o Mestrando Brutus por influência de um primo que também começou com o Mestrando Brutus, na época eu tinha 5 anos de idade.

NP- Como você o papel da mulher na capoeira, já sofreu algum preconceito por treinar capoeira?
Já sofri preconceito sim, porém só serviu de motivação para que eu seguisse em frente o amor que tenho pelo esporte que pratico é mais alto que qualquer tipo de preconceito que possa existir.

NP- Você tem planos de uma dia trabalhar ministrando aulas de capoeira?
Com certeza, hoje estudo Educação Física por conta da capoeira, quero poder leva-la mais e mais para dentro das escolas, clubes, academias, mostrando o valor que está luta brasileira tem.

NP- Conte para nós um momento marcante dentro da capoeira?

Meu batizado, foi um momento em que eu realmente vi que a capoeira fazia parte de mim, a partir daquele momento tive a certeza de era o que queria pra minha vida

domingo, 16 de fevereiro de 2014

A mulher na roda, aqui também tem dendê!

Dando continuidade na série a mulher na roda, aqui também tem dendê nossa segunda entrevistada é a Hozana Nunes Barbosa professora Chambinho de Maricá - Rio de Janeiro do grupo Iê Capoeira.
A professora



Chambinho é praticante da capoeira a 14 anos e atribui sua entrada no mundo a capoeira por ter sido muito moleca na infância.
Confiram aqui como foi nosso bate papo.


"Eu sou capoeira Jogo em qualquer lugar Trago no peito meu mestre E nas minhas mãos trago meu berimbau" Autor: Mestre Capa *Roda do M. Linguiça - Méier/RJ












NP- Conte um pouco como foi o seu início na capoeira ?
Minha iniciação na capoeira foi engraçado.
Sempre fui uma menina moleca. Gostava de jogar futebol, bolinha de gude, soltar cafifa e com isso, tinha muito mais amigos homens.. Todos eles ou grande parte davam salto mortal de qualquer tipo: palhaçinho, bolinha e um que mais gostava que era o "aranha" (aquele cujo o cidadão vem correndo pisa na parede e salta) e tinham aprendido na capoeira, então eu decidi: Vou fazer capoeira!
Numa quinta-feira fui assistir o treino que era em um brizolão perto da minha casa e no sábado lá estava eu treinando.
Hoje tenho exatos 14 anos de capoeira e não sei executar o bendito "salto mortal". Com o passar do tempo, fui me envolvendo e me encantando com a capoeira num todo.
Temos luta, dança, musicalidade, vivências e uma vastidão de conhecimento tudo em um só lugar.

NP- Nós vivememos em uma sociedade machista, você acredita que esse machismo patriarcal se estende até a capoeira, ou a capoeira é um universo igualitário para homens e mulheres?
A capoeira é um universo igualitário sim, tanto que temos muitas mulheres como referência na capoeira.
A mulher na capoeira não deixa a desejar para nenhum homem, ela toca, canta, participa. joga...
Mas acredito sim que tenha uma certa diferença. A mulher além de capoeirista é dona de casa, é mãe, é esposa, trabalha fora, muitas delas são chefes de família e ainda precisam arrumar tempo para ser mulher.
Parabéns para nós! Ser mulher não é pra quem quer é pra quem pode!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

A mulher na roda, aqui também tem Dendê

Iniciamos essa série mostrando a importância e o valor da mulher na roda de capoeira.Nossa intenção é através desse projeto divulgar e mostrar o quanto é importante a participação da mulher no mundo da capoeira, rompendo as barreiras do preconceito .Nossa primeira entrevistada é do interior do Rio de Janeiro da cidade de Maricá.

Simone Guimarães Mello,
 Conhecida nas rodas de capoeira com Confusão, é instrutora de capoeira na Associação Iê Capoeira do mestre Mancha se formou no dia 10/11/2013 e desenvolve diversos projetos sociais.
Confira o bate papo realizado com ela:

1)NP- A quanto tempo você prática a capoeira e com quem começou a treinar?
Iniciei-me com o Mestre Díco da Associação de capoeira Filhos da Lua . Pratico a 14 anos

2)NP- Você sofreu algum preconceito no seu início como capoeirista por ser mulher?
No início foi meio complicado,minha mãe não aceitava por eu ter problemas no joelho,alguns amigos diziam q capoeira era coisa de marginal ,mais segui em frente e passei por cima de todos os obstáculos

3)NP- Na sua opinião você acredita que hoje a mulher é mais valorizada dentro da capoeira?
Sim! Acredito que hoje nos mulheres temos mais valores que antes nas rodas de capoeira

4)NP-Qual a importância da capoeira, como instrumento pedagógico?
A capoeira eleva muitos fatores,ela ajuda sobre trabalho em grupo,através das cantigas vc pode passar lições,ajuda na coordenação motora, criação de instrumentos reciclaveis